Como Barão Vermelho, Kid Abelha, Capital Inicial e Paralamas do Sucesso Chegam aos 30 Anos


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Foto: Agencia RBS / Arte ZH sobre divulgação
Bandas clássicas do pop rock nacional seguem ativas e influentes no cenário da música brasileira

Relembre a seguir a trajetória dessas quatro bandas e em que contexto cada uma celebra seus 30 anos de estrada.

PARALAMAS DO SUCESSO

Disco de estreia: Cinema Mudo (1983).

Primeiro sucesso: Antes de ser lançado no primeiro disco, Vital e sua Moto virou hit do verão carioca.

O estouro: O segundo disco, O Passo do Lui (1984), enfileirou sucessos como Óculos e Meu Erro. A apresentação consagradora no Rock in Rio, em janeiro de 1985, consolidou a banda no topo do rock nacional.

A baixa: No começo dos anos 1990, o Paralamas lançou álbuns com sonoridades mais experimentais que venderam pouco, Os Grãos (1991) e Severino (1994).

A virada: No disco Nove Luas (1996), retomaram a pegada mais pop e apresentaram hits como Lourinha Bombril, vendendo 600 mil cópias.

Momento atual: O mais recente disco de inéditas, Brasil Afora, foi lançado em 2009. Em 2011, a banda apresentou o álbum e DVD Multishow ao Vivo: Os Paralamas do Sucesso, com o qual segue na estrada. No site oficial, anunciam que “2013 promete muitas alegrias e que vem coisa divertida por aí”.

KID ABELHA

Disco de estreia: Seu Espião, de 1983

Primeiro sucesso: Num compacto de 1982, lançaram dois grandes hits, Pintura Íntima (aquela do refrão “Fazer amor de madrugada…”) e Por que Não Eu?.

O estouro: Em janeiro de 1985, o então chamado Kid Abelha e os Abóboras Selvagens foi uma das revelações do Rock in Rio. Em seguida, lançou o segundo álbum, Educação Sentimental, com hits como Garotos e Lágrimas e Chuva.

A baixa: O baixista Leoni, fundador e principal compositor nos dois primeiros discos, deixou a banda. Até 1987 houve várias mudanças até que fosse fixada a formação em trio que se mantém até hoje, com Paula, Israel e o guitarrista Bruno Fortunato.

A virada: O Kid Abelha nunca deixou de fazer sucesso, mas a gravação do Acústico MTV, em 2002, em comemoração aos 20 anos da banda, foi um grande êxito – com mais de 1,25 milhão de discos comercializados.

Momento atual: Depois de quatro anos de recesso (entre 2007 e 2010), a banda voltou comemorando seus 30 anos com a turnê Glitter de Principiante. O “novo” Kid Abelha tem menos a ver com a versão acústica dos anos 2000 e mais com a pegada anos 1980 que o consagrou no início da carreira.

BARÃO VERMELHO

Disco de estreia: Barão Vermelho (1982).

Primeiro sucesso: Pro Dia Nascer Feliz, do disco Barão Vermelho 2 (1983), começou a tocar nas rádios depois que Ney Matogrosso a regravou 10 meses depois.

O estouro: A banda alcançou o sucesso com o disco Maior Abandonado (1984), que continha as músicas Por Que a Gente É Assim, Bete Balanço e a faixa-título. Vendeu cerca de 100 mil cópias na época.

A baixa: Cazuza, voz e letra do grupo, debanda em 1985 para iniciar carreira solo. Os dois discos seguintes do Barão, Declare Guerra (1986) e Rock ‘N’Geral (1987), são fracassos de venda e quase terminam com a banda

A virada: Álbum (1996), disco só com regravações, foi o mais vendido da carreira do Barão e colocou a banda novamente para tocar no rádio. Os singles Vem Quente que Eu Estou Fervendo e Amor Meu Grande Amor ganharam clipes na TV.

Momento atual: Em turnê para comemorar os 30 anos de carreira, o Barão tem lotado as casas de shows. Mas o futuro da banda ainda é incerto.

CAPITAL INICIAL

Disco de estreia: Capital Inicial (1986)

Primeiro sucesso: Música Urbana, do primeiro álbum, composta por André Pretórios, Flávio Lemos, Renato Russo e Fê Lemos, então integrantes da banda Aborto Elétrico.

O estouro: Depois do álbum de estreia, que rendeu disco de ouro, a banda lançou o segundo trabalho, Independência (1987), e abriu os shows da turnê de Sting no Brasil. Em 1990, o grupo participou do Hollywood Rock.

A baixa: Ao lançar o disco Eletricidade (1991), que trazia a versão para The Passenger, de Iggy Pop, e participar do Rock in Rio, brigas internas levam Dinho Ouro Preto a seguir carreira solo.

A virada: Após a reunião dos integrantes originais no álbum Atrás do Olhos (1998), o grupo estourou novamente dois anos depois com o Acústico MTV.

Momento atual: O Capital Inicial voltou-se ao público mais jovem e lançou discos de inéditas e de registros ao vivo.

Créditos: Holofote

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